Quem sou eu

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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Possui Graduação em Educação Física pela Universidade Luterana do Brasil (2004), Mestrado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/EsEF-2010) e Acreditação Internacional como Antropometrista - Instrutor Nível III - concedida pela International Society for the Advancement of Kinanthropometry (ISAK). É membro da International Society for the Advancement of Kinanthropometry e revisor do periódico científico International Journal of Sports Medicine. Atualmente, Paulo Sehl é doutorando em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/EsEF-2012). Sua principal linha de pesquisa envolve respostas termorregulatórias e da sudorese (volume e composição eletrolítica) durante exercício no calor, principalmente em crianças e adolescentes, incluindo obesos.Tem experiência em Ciências da Saúde; com atuação, principalmente, nos seguintes temas: Atividade física e Prevenção de Doenças; Exercício Físico em Pediatria, Exercício no Calor e hidratação; Obesidade e Síndrome Metabólica; Treinamento Físico Personalizado, Treinamento Funcional e Cineantropometria. CV: http://lattes.cnpq.br/9518222948288938

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Informativo: Treinamento Funcional
Uma Modalidade Dinâmica, Inovadora e Desafiadora



Trata-se de um método organizado que visa aperfeiçoar habilidades diárias específicas, privilegiando pessoas de todas as idades e níveis de aptidão física. A proposta é resgatar as funções para as quais o corpo humano foi “desenhado”, integrando diferentes habilidades físicas (mobilidade, força, resistência, potência, velocidade, agilidade, coordenação motora e equilíbrio) e contribuindo para o desenvolvimento de um corpo mais "inteligente". No Treinamento Funcional, os músculos são “ferramentas” que podem ser utilizadas para puxar, empurrar, saltar, levantar, rodar, correr e mudar de direção. A individualidade biológica, as restrições e as limitações de cada pessoa são respeitadas e as progressões ocorrem do fácil ao mais difícil, do desconhecido ao conhecido e do simples ao complexo. O treinamento do Core (região lombo-pélvica-quadril) é um dos importantes “pilares” do Treinamento Funcional, pois os movimentos eficientes se desenvolvem a partir dessa região central para as extremidades (membros superiores e inferiores). Quando produzimos força, quando nos equilibramos ou nos movimentamos de maneira acelerada/desacelerada, ativamos os músculos do Core; e, portanto, a estimulação dessa musculatura estará presente a cada sessão de treino, do início ao fim. Independente dos propósitos pelos quais o Treinamento Funcional é praticado, esse impõe novos desafios, integra diferentes habilidades físicas e acumula uma dose de “diversão” a cada sessão de treino; além de trabalhar o corpo como um todo, nos seus diferentes planos anatômicos. Nessa prática, a qualidade dos movimentos é fundamental, seja você um aluno iniciante ou avançado; e, treinando com qualidade, as recompensas serão gratificantes! O Treinamento Funcional também se adapta de forma efetiva a todos os programas e objetivos de treinamentos convencionais, otimizando os mesmos.

Treine “diferente”, divirta-se e surpreenda-se com suas habilidades!

Prof. Me. Paulo Sehl

Professor de Educação Física  CREF: 007962-G/RS
Mestre em Ciências do Movimento Humano - UFRGS/EsEF

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

 Níveis de Sedentarismo no Mundo

Hallal et al. Lancet 2012; 380:247-57.
Cerca de 1,5 bilhão de pessoas no mundo não praticam as recomendações mínimas de atividades físicas para manter a saúde. Em valores relativos, esses dados incluem 31% do adultos e 80% dos jovens entre 13 e 15 anos. Esses resultados referem-se ao estudo realizado pelo grupo de pesquisa do gaúcho Pedro Hallal, que está recentemente publicado (2012) no periódico científico "Lancet", uma das mais importantes e bem conceituadas revistas da área médica. Informe-se sobre os riscos associados ao sedentarismo, um hábito que parece estar sendo responsável por uma de cada 10 mortes no mundo.

No link abaixo você pode conferir algumas dicas importantes, que já foram descritas nesse mesmo blog, sobre as atuais recomendações de exercícios físicos preconizadas pela American College of Sports Medicine (ACSM). Acesse: http://psehl.blogspot.com.br/2012/04/quanto-de-exercicio-e-osuficiente-para.html e saiba quanto de exercício é o suficiente para melhorar a sua condição de saúde!



"Participe de programas de exercícios físicos, estabeleça metas em relação a sua frequência semanal e escolha as modalidades que você mais gosta. Entretanto, tenha como foco principal a sua condição de saúde e bem-estar. Portanto, siga orientações de profissionais especializados; garantindo, sobretudo, uma prática segura, equilibrada, com doses adequadas e de resultados".





quarta-feira, 8 de agosto de 2012





Treinamento Físico
Personalizado para Crianças

João Vitor - Agachamento no Bosu ball,
combinado com arremesso de bola  
(contendo 1 litro de água dentro).
Recomendações sobre as práticas de atividades físicas para crianças e adolescentes indicam que essas devem ser realizadas diariamente - ou em um mínimo de 3-4 vezes por semana - acumuladas em 60 min diários (incluindo atividade moderada e rigorosa), e de modo que a frequência cardíaca, a ventilação e a sudorese aumentem substancialmente. Uma consideração importante é de que a dinâmica dessas atividades seja, sobretudo, prazerosa, divertida e desafiadora, visando promover a adesão e a permanência dessa população aos programas de exercícios físicos. Outra consideração necessária, é de que as atividades incluídas em um programa de treinamento sejam adequadas à fase atual de maturação biológica e progridam de acordo com os avanços na maturação e no crescimento. Para uma apropriada prescrição das sessões de treinos, devem ser consideradas, também, as diferenças entre meninos vs. meninas, crianças vs. adultos, crianças ativas vs. sedentárias e crianças saudáveis vs. com condições especiais. O conhecimento sobre esses aspectos, resume o importante papel do profissional da Educação Física na prescrição de exercícios seguros, eficazes, bem estruturados e apropriados à essa população de jovens (crianças e adolescentes). 
João Vitor - agilidade entre os chapéus-chinês.
Atualmente, tenho utilizado com o meu aluno João Vitor, pré-púbere, de nove anos de idade, um programa de treinamento  intitulado como "funcional", ajustado às suas características e necessidades. Nesse treinamento, a ferramenta principal para realização das tarefas - que envolvem, inúmeras vezes, "todo" o sistema neuro-muscular - é o próprio corpo do João. Nossas aulas não são compostas simplesmente por exercícios, mas sim por tarefas que envolvem movimentos corporais que se vinculam, na maioria das vezes, a uma série de desafios. Isso facilita para que o "ambiente" das sessões de treinos seja também um playground, onde a criança se DIVERTE, ao mesmo tempo em que aprende a conhecer o seu real potencial de movimento, assim como, os seus limites. 
A foto ilustra alguns exemplos de materiais utilizados no
 treinamento funcional; entretanto, nem todos são
 utilizados com crianças.
Nessa proposta de treinamento, força, equilíbrio, coordenação motora, velocidade, tempo de reação, resistência muscular e cardiorrespiratória, agilidade (coordenação motora + velocidade), potência, mobilidade e flexibilidade são as habilidades que podem estruturar um programa de treinamento específico para crianças ou adolescentes, razão pela qual podemos defini-la também como treinamento “global” ou “dinâmico”. A aquisição na melhora dessas habilidades varia de acordo com as fases maturacionais e, dessa forma, ênfases a determinadas habilidades devem respeitar e concordar sempre com o desenvolvimento biológico. 
Além dos benefícios à saúde, ao bem-estar, à economia de movimento, e à autoconfiança da criança/adolescente, essa estratégia, dentro de um contexto geral, faz com que esses jovens “corram”, “agachem”, “girem”, “saltem”, “equilibrem-se”, “façam força”, “reajam a estímulos rápidos” e vivenciem gestos e regras de diferentes modalidades esportivas. Tal estratégia, quando bem direcionada e orientada, pode também servir para educar essa população quanto à aquisição de uma vida adulta fisicamente ativa, e, consequentemente, livre de comprometimentos associados ao sedentarismo. 


João Vitor se equilibrando na Fit ball.
As crianças, principalmente até os 13 anos de idade, comumente participam ou experienciam alguns tipos de programas de atividades esportivas; entretanto, essas praticas parecem diminuir durante a adolescência, repercutindo, muitas vezes, em quantidades inferiores às práticas recomendadas pela American College of Sports Medicine (2011), durante a vida adulta; ou seja, <150 min/sem. 
Alguns cuidados ao logo dos treinos são de fundamental importância, como: 1) uso de calçados e vestuários apropriados, 2)  hábitos satisfatórios de hidratação antes, durante e após os treinos e 3) manutenção de uma alimentação "equilibrada" antes e depois dos treinos; contribuindo, sobretudo, para uma boa saúde óssea. 

Prof. Paulo e João Vitor
A proposta fundamental desse programa de treinamento é deixar o corpo de João mais "inteligente" e "econômico", melhorar sua flexibilidade e postura durante o crescimento, aumentar a autoestima, motivar à escolha das atividades físicas de maior interesse (respeitando suas preferências), prevenir lesões, reduzir o número de horas na frente da televisão/computador e é claro, a de literalmente "suar a camiseta"!  Prof. Me. Paulo Lague Sehl.


 
Luiz, Clai, Gabi e João
Nosso filho João Vítor, de 9 anos, teve um crescimento abrupto e começou a manifestar muitas dores musculares. Consultando um ortopedista, nos foi orientado a fazer um trabalho físico mais direcionado ao alongamento e fortalecimento muscular. Chegamos, então, por intermédio de uma amiga, no profe Paulo. Excelente profissional, querido, carismático e amigo, fez com que o João melhorasse consideravelmente seu físico, tornando-o num menino mais seguro, feliz e saudável. Hoje, graças a esse treinamento funcional, ele já não se queixa mais de dores, sua postura corporal melhorou muito e sua coordenação motora também. Além disso, as aulas são super divertidas e diversificadas. Ele adora!
Valeu profe, obrigado por tudo! Te admiramos muito. Clai e Luiz.

João Vitor - recuperação após a sessão 
de treino.

Eu comecei a fazer as aulas com o profe Paulo porque eu sentia muitas dores nas costas e nas pernas. Mas agora eu me sinto melhor, mais forte e mais seguro. Além disso, o profe Paulo é um dos meus melhores amigos. João Vítor.
           


Prof. Me. Paulo Lague Sehl






sábado, 14 de abril de 2012

Quanto de exercício é o suficiente 
para melhorar a sua condição de saúde? 
Um programa de exercício físico regular "completo" deve incluir os seguintes componentes: cardiorrespiratório, muscular, de flexibilidade e neuromotor. As recomendações  descritas abaixo são generalizadas à população adulta - aparentemente saudável e de todas as idades - e são baseadas no recente posicionamento do American College of Sports Medicine (ACSM, 2011). Essas recomendações gerais foram atualizadas em um documento intitulado "Quantity and Quality of Exercise for Developing and Maintaining Cardiorespiratory, Musculoskeletal, and Neuromotor Fitness in Apparently healthy Adults: Guidance for Prescribing Exercise", publicado em julho de 2011 na revista Medicine & Science in Sports & ExerciseAs evidências científicas analisadas nesse documento permitem destacar que quando se trata de exercício em quantidades satisfatórias, os benefícios superam os riscos; e que um programa regular de exercícios - além das atividades de vida diária - é essencial para a maioria dos adultos.

Recomendações Gerais (ACSM, 2011)

Exercício cardiorrespiratório
Deve ser realizado em pelo menos 150 min/semana, em intensidade moderada. Essa quantidade total pode ser distribuída ao longo da semana da seguinte forma: 30-60 minutos de exercício moderado, 5 dias/semana. Outra possibilidade é a realização de 20-60 min de exercício mais vigoroso, 3 dias/semana (acumulando pelo menos 75 min/semana). Dentro desse contexto, uma sessão contínua, assim como múltiplas sessões mais curtas, são ambas aceitáveis para acumular a quantidade desejada de exercício diário. 




Exercício resistido
Deve ser realizado 2-3 dias/semana para cada grupo muscular principal, usando  variedade de exercícios e equipamentos. Adultos previamente sedentários ou com idades avançadas devem iniciar em intensidades que variam do "muito leve" ao "leve". Para melhorar as capacidades de força e de potência muscular,  a indicação é de 2-4 séries e 8-12 repetições para cada exercício. A força de adultos jovens e/ou com idade avançada, que iniciam em um programa de exercícios é melhorada com 10-15 repetições. Para que ocorra melhora da capacidade de resistência muscular, são necessárias 15-20 repetições. Um período de recuperação, de pelo menos 48h, de ser respeitado para repetir uma sessão de exercícios resistidos que envolvam os mesmos grupos musculares como objetivo principal.

Exercício de flexibilidade
Deve ser praticado pelo menos 2-3 dias/semana, para melhorar a amplitude dos movimentos. Cada posição de alongamento deve ser mantida em 10-30 segundos, acompanhada de uma leve sensação de desconforto. A repetição de 2-4 vezes é indicada para acumular 60 segundos em cada posição. Alongamentos estáticos (ativo ou passivo), dinâmicos, balísticos e de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) são todos eficazes. 
O exercício de flexibilidade é mais eficaz quando o músculo está “quente” (aquecido), portanto a realização prévia de uma atividade aeróbica é indicada.

Exercício neuromotor
Deve ser realizado 2-3 dias/semana, 20-30 min/dia, e envolver habilidades motoras como equilíbrio, agilidade e coordenação motora. Exercícios de propiocepção e atividades como yoga podem ajudar a prevenir quedas.

A progressão gradual da frequência, duração e intensidade das sessões de  exercícios são recomendações para melhorar a aderência e garantir bons resultados em um programa de treinamento físico. Esse deve ser modificado sempre de acordo com as atividades habituais, estado de saúde, nível de aptidão física, respostas aos exercícios e metas estabelecidas. 

Importante: Pessoas incapazes de atender às quantidades mínimas recomendadas nesse tópico, podem ainda se beneficiar na realização de alguma atividade regular, mesmo que em quantidades inferiores às recomendadas. Além da realização regular de exercícios, há benefícios simultâneos à saúde quando se reduz o tempo envolvido em atividades sedentárias.

Observações: As figuras inseridas nesse texto são meramente ilustrativas e podem refletir exercícios de níveis avançados. As progressões devem ocorrer sempre do fácil ao difícil, do simples ao complexo e do conhecido ao desconhecido. Os exercícios devem ser prescritos sempre de forma personalizada - com segurança e orientação profissional qualificada - adaptando as recomendações gerais às necessidades, metas e limitações individuais dos praticantes.

Para ter acesso a este posicionamento oficial, visite o site http://journals.lww.com/acsm-msse/Fulltext/2011/07000/Quantity_and_Quality_of_Exercise_for_Developing.26.aspx?WT.mc_id=HPxADx20100319xMP, lá você poderá fazer o download do documento completo em pdf.

Prof. Me. Paulo Sehl

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Treinamento do CORE: Construindo uma Base Sólida para Prevenir Lesões e Melhorar a Eficiência dos Movimentos 

O treinamento do CORE tem sido apontado como forte tendência para indústria da saúde e Fitness no ano de 2012. Esse levantamento mundial foi recentemente analisado por profissionais experts do American College of Sports Medicine (2012) e classificou "CORE Training" em 7° lugar, dentro de um Top 20. Um treinamento de CORE bem orientado pode melhorar e tornar mais eficiente os seus padrões de movimentos diários,  além de auxiliar na prevenção e reabilitação lesões. Saiba mais no texto abaixo.
Suzanaprancha frontal, com a medicine ball;
estabilização do CORE.
Toda e qualquer estrutura física necessita de uma base sólida para manter-se estável e equilibrada. Com a "arquitetura" do corpo humano não é tão diferente; entretanto, o fator “movimento” indica que a base sólida de nossa “máquina” precisa estar preparada para manter a postura estaticamente, mas principalmente para ganhar estabilidade e equilíbrio durante os movimentos (ex. acelerações, desacelerações, movimentos integrados). Dessa forma, é possível dizer que o treinamento do CORE (região lombo-pélvica-quadril) - que, nesse caso, caracteriza a base sólida do corpo - pode melhorar o desempenho tanto nas tarefas esportivas quanto nas diárias, além de auxiliar na prevenção e reabilitação de lesões. 
CORE possui um sistema que estabiliza o tronco e o quadril; e outro que os movimenta. Uma rápida análise dos movimentos de troco  em um tenista, por exemplo, indica a necessidade de um treinamento específico para os músculos estabilizadores, que proporcionam importante suporte à coluna - neutralizando forças externas - nos movimentos de explosão desse esporte; seja com o corpo parado ou em movimento, acelerando ou desacelerando. Tantos outros exemplos, enfatizando tal necessidade, poderiam ser citados, não apenas nos esportes mas, também, nas atividades diárias e laborais. Quando os músculos movimentadores do CORE são muito fortes e os estabilizadores fracos, isso pode ser causa de dores lombares, o que pode comprometer e/ou levar ao abandono de um esporte ou de qualquer outra atividade específica.
Suzana- estabilização do CORE em prancha lateral.
Ilka- estabilização do CORE em ponte bipodal
com superfície instável.
Você já reparou que alguns homens, que suportam mais do que a sua carga corporal em um exercício de puxada dorsal, em máquina (na academia), muitas vezes não conseguem “puxar” a sua própria massa corporal em um exercício de barra fixa (como as que têm nos parques)? Tratam-se de dois exercícios similares em relação a análise de movimento, mas com distintas exigências em relação ao CORE, ou seja, funcionalmente diferentes. 
Se você tem o "núcleo" (CORE) fraco, mesmo que os seus músculos dos braços e tórax sejam fortes, seus movimentos poderão ser ineficientes e, muitas vezes, suscetíveis a lesões. Enquanto o exercício da máquina é um facilitador de movimento, a "ferramenta corporal" requer suporte dos músculos do CORE para realizar movimentos eficientes. Muitos concursos públicos exigem a execução de "barras" em suas provas práticas, e essa exigência não é restrita aos homens, incluindo - embora em casos mais raros - também as mulheres.
Ilka- estabilização do CORE em prancha frontal
com instabilidade, mantendo o bastão em equilíbrio.
Os músculos profundos que estabilizam o CORE são  constituídos  predominantemente de fibras musculares do Tipo I (de contração lenta e com alta resistência à fadiga) e, portanto, respondem melhor a tensão constante de contração isométrica - em um mínimo de 6-20 segundos - para que ocorram resultados em suas funções. Por essas razões, os exercícios de pranchas (ex. frontal e lateral) e pontes - como ilustrados nas fotos de minhas alunas - entre outros, podem ser realizados em seus diferentes e progressivos graus de dificuldade.
Um CORE fraco, principalmente no seu sistema estabilizador, representa a falta de uma base sólida (suporte) para os esforços de membros superiores e inferiores, assim como, uma consequente dificuldade para a realização de movimentos com o próprio corpo (como no exemplo da barra fixa). O resultado dessa condição reflete em um padrão de movimento "pobre", incompatível com as tarefas esportivas e, por vezes, comprometedor de algumas tarefas diárias que exijam esforços como: empurrar, puxar, agachar, rodar, correr, entre outros.
A capacidade de gerar estabilidade a partir do CORE deve ser treinada, para que a força nas extremidades (membros superiores e inferiores) seja desenvolvida com eficiênciaO ajuste dessa "peça" é extremamente importante para aprimorar a qualidade de seus movimentos e garantir bons resultados dentro e fora da academia. Procure uma orientação profissional e melhore a relação "corpo vs. atividades diárias e/ou esportivas", adicionando essa dica e inovando suas sessões de treinos na academia! 


Seja um (a) "atleta"  na sua rotina de atividades!

Depoimentos das alunas das fotos:

Suzana Freire
"Sou Suzana Freire e treino com o Paulinho Sehl há 3 anos. Desde que comecei com os exercícios do Core, sinto a melhora do meu condicionamento em movimentos simples do dia-a-dia. É possível notar a evolução no próprio treino. Os primeiros movimentos são "desajeitados", mas logo eu percebo que consigo fazer melhor e encaro como um desafio! Por incrível que pareça, eu passei a não resvalar em pisos molhados, como no banho e na piscina. O equilíbrio dá uma sensação de domínio e segurança! Me sinto mais confiante até para usar salto alto novamente. Percebi que minha postura melhorou e me sinto mais bem disposta".







Ilka Calvete
"Sou Ilka Calvete e treino com meu Personal Trainer - Paulo Sehl - há 8 anos. O treinamento do Core me auxilia em movimentos onde consigo trabalhar vários músculos com um único exercício. Os resultados têm qualificado bastante os meus treinos e também as minhas tarefas diárias, o que demonstra a importante aplicabilidade também fora da academia. Durante algumas viagens que tenho feito, minha preparação física tem sido muito importante, principalmente em função das caminhadas diárias. 




Observação: Alguns exercícios ilustrados não são indicados para iniciantes. Inicie com posições simples e siga as progressões de acordo com as orientações de seu professor.  Os registros dos exercícios foram fotografados na Academia Master Fitness Center, Av. Botafogo - 300, Menino Deus - Porto Alegre, telefone: 32321180.

Prof. Me. Paulo Sehl

domingo, 25 de março de 2012

Quais são as Principais Tendências no Mundo
para a Industria da Saúde e do Fitness no ano de 2012?
American College of Sports Medicine (2011) destacou as tendências para a indústria da saúde e do fitness desse ano de 2012. Resumindo a "obra", a dança Zumba entrou para o Top 20 (9° lugar), enquanto Pilates ficou de fora. As atividades ao ar-livre começaram a se destacar (14° lugar) e outras categorias, como Treinamento de Força (2° lugar), Treinamento do CORE (7° lugar), Funcional Fitness (10° lugar), Obesidade Infantil (5° lugar), e Personal Training (6° lugar) estão entre os Top 10 no ranking. Leia mais, logo abaixo, e confira a lista completa que se encontra no final desse tópico.

Survey Predicts Top 20 Fitness Trends for 2012
by Ashley Crockett-Lohr | Oct 27, 2011
ACSM experts examine what’s hot, and what’s not, in the health-and-fitness industry INDIANAPOLIS – Zumba® is in and Pilates is out, according to more than 2,600 fitness professionals who completed an American College of Sports Medicine survey of the top fitness trends for 2012. The survey results were released today in the “Worldwide Survey of Fitness Trends for 2012” article published in the November/December issue of ACSM’s Health & Fitness Journal®. Zumba (and other dance workouts) and outdoor activities both made their debuts in the top 20 this year. Zumba and other dance workouts ranked ninth, and outdoor activities ranked 14th. 
“Zumba and other dance workouts first appeared on the list of potential trends in 2010, but this is the first year Zumba has made the top 20,” said Walter R. Thompson, Ph.D., FACSM, the lead author of the survey. “While Zumba has experienced a rapid surge in popularity in the past year, future surveys will indicate if Zumba is truly a trend or simply a fad.” Educated and experienced fitness professionals claimed the top spot in 2012 for the fifth consecutive year. Outcome measurements and clinical integration/medical fitness both dropped out of the top 20 this year. Outcome measurements, a way to quantify progress in clubs and wellness programs, had a five-year run in the top 20 and ranked 13th in 2011. Clinical integration/medical fitness, perhaps tied to last year’s national health care reform, only appeared in the top 20 in 2011 and claimed 18th place. Pilates, which first dropped out of the top 20 for 2011, remained off the list for 2012. “The U.S. Department of Labor’s Bureau of Labor Statistics is predicting that jobs for fitness workers will increase much faster than other occupations,” said Thompson, an exercise physiologist at Georgia State University, a Fellow of ACSM and a spokesperson for the ACSM American Fitness IndexTM. “Educated and experienced fitness professionals – such as those with professional certifications – will have the best chances to get new jobs in an increasingly competitive field.”
The survey, now in its sixth year, was completed by 2,620 health and fitness professionals worldwide (many certified by ACSM) and was designed to reveal trends in various fitness environments. Thirty-seven potential trends were given as choices, and the top 20 were ranked and published by ACSM.

The top ten fitness trends predicted for 2012 are:


1. Educated and experienced fitness professionals. Given the large number of organizations offering health and fitness certifications, it’s important that consumers choose professionals certified through programs that are accredited by the National Commission for Certifying Agencies (NCCA), such as those offered by ACSM.
2. Strength training. Strength training remains a central emphasis for many health clubs. Incorporating strength training is an essential part of a complete physical activity program for all physical activity levels and genders.
3. Fitness programs for older adults.
As the baby boom generation ages into retirement, some of these people have more discretionary money than their younger counterparts. Therefore, many health and fitness professionals are taking the time to create age-appropriate fitness programs to keep older adults healthy and active.
4. Exercise and weight loss. In addition to nutrition, exercise is a key component of a proper weight loss program. Health and fitness professionals who provide weight loss programs are increasingly incorporating regular exercise and caloric restriction for better weight control in their clients.
5. Children and obesity. With childhood obesity growing at an alarming rate, health and fitness professionals see the epidemic as an opportunity to create programs tailored to overweight and obese children. Solving the problem of childhood obesity will have an impact on the health care industry today and for years to come.
6. Personal training. More and more students are majoring in kinesiology, which indicates that students are preparing themselves for careers in allied health fields such as personal training. Education, training and proper credentialing for personal trainers have become increasingly important to the health and fitness facilities that employ them.
7. Core training. Distinct from strength training, core training specifically emphasizes conditioning of the middle-body muscles, including the pelvis, lower back, hips and abdomen – all of which provide needed support for the spine.
8. Group personal training.
In challenging economic times, many personal trainers are offering group training options. Training two or three people at once makes economic sense for both the trainer and the clients.
9. Zumba and other dance workouts. A workout that requires energy and enthusiasm, Zumba combines Latin rhythms with interval-type exercise and resistance training.
10. Functional fitness. This is a trend toward using strength training to improve balance and ease of daily living. Functional fitness and special fitness programs for older adults are closely related.

The full list of top 20 trends is available upon request in the article "Worldwide Survey of Fitness Trends for 2012.”
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The American College of Sports Medicine is the largest sports medicine and exercise science organization in the world. More than 45,000 international, national and regional members and certified professionals are dedicated to advancing and integrating scientific research to provide educational and practical applications of exercise science and sports medicine.
ACSM’s Health & Fitness Journal® is an official publication of the American College of Sports Medicine, and is available from Lippincott Williams & Wilkins at 1-800-638-6423.

terça-feira, 6 de março de 2012

Dicas para um Programa de Treinamento Global


Escada de agilidade é uma eficiente, divertida e portátil ferramenta para compor uma sessão de treino de agilidade  e coordenação motoraque são habilidades físicas pouco ou nada exploradas em treinamentos convencionais para indivíduos não-atletas. Deslocamentos frontais (à frente), posteriores (de costas), laterais (direita/esquerda), assim como uma combinação dos mesmos, em variadas intensidades (que podem ser obtidas com caminhadas ou corridas curtas), são alguns exemplos para aplicabilidade desse material. 
Habitualmente, o ser humano tem maior facilidade em realizar deslocamentos para uma determinada direção (ex. à frente), comparada a outras (ex. de costas), ou em utilizar a lateralidade dominante (ex. perna direita ou esquerda) para iniciar essas propostas de deslocamentos. As estratégias para os treinos na escada de agilidade podem atenuar essas limitações, e tornar os movimentos diários mais eficientes, quando o conceito de "treinar diferente" é adicionado à rotina. Além disso, sua utilização pode aprimorar padrões de movimentos, prevenir quedas, melhorar o equilíbrioo tônus musculara postura e garantir um elevado gasto energético (ótima opção para quem quer emagrecer). Conhecida como uma ferramenta indispensável para o treinamento esportivo, a escada de agilidade está comumente inserida nas aulas de treinamento funcional também para indivíduos não-atletas (desde crianças até idosos), assim como para pacientes em processo de reabilitação. As tarefas podem ser realizadas individualmente, em duplas ou grupos; em áreas de lazer  como academiasparques, praiaspraçasquadras, ou até mesmo dentro da sua própria casa
Se você quer inovar suas estratégias de treinos, procure um profissional da Educação Física - informe-se sobre essa possibilidade!
"Respeite os seus limites, mas aceite o desafio. Sempre existe espaço para progresso" (7° mandamento do treinamento funcional, Core 360°).
Prof. Me. Paulo Lague Sehl
No vídeo abaixo são demonstrados alguns tipos de deslocamentos na escada de agilidade.